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O Impacto Femoroacetabular é uma das principais causas de lesão do labrum e artrose precoce no quadril. Comum em pacientes jovens e ativos, essa alteração anatômica causa um contato anormal entre os ossos, gerando dor e limitando a performance esportiva.

Avaliação ortopédica para atletas com dor no quadril

Mas afinal, o que é Impacto Femoro-acetabular? 

O que é o Impacto femoro-acetabular?

O impacto femoroacetabular (IFA quadril) é uma alteração no formato dos ossos que compõem a articulação do quadril: a cabeça do fêmur e o acetábulo (encaixe na bacia).

Em condições normais, essa articulação funciona como uma “bola e soquete”, permitindo movimentos amplos e suaves. No entanto, quando existe uma deformidade óssea no “pescoço” do fêmur ou um excesso de osso na borda do acetábulo, ocorre um contato anormal — um verdadeiro “choque” entre as estruturas.

Esse atrito repetitivo desgasta a cartilagem e pode lesionar o labrum, estrutura que atua como um anel de vedação da articulação. Com o tempo, se não tratado, o IFA pode evoluir para artrose precoce do quadril, mesmo em pacientes jovens.

Tipos de impacto: CAME, PINCER e Misto

Antes de definir o tratamento, é fundamental identificar qual tipo de IFA está presente. Essa classificação é feita por meio de exames clínicos e de imagem.

CAME (CAM)

O tipo CAME ocorre quando há uma deformidade no fêmur, especialmente na transição entre a cabeça e o pescoço femoral. Essa irregularidade faz com que, ao flexionar o quadril, a área “achatada” ou aumentada colida contra o acetábulo.

É comum em atletas jovens, especialmente aqueles que praticam esportes com movimentos repetitivos de flexão e rotação do quadril.

PINCER

No tipo PINCER, o problema está na bacia. Existe um excesso de cobertura óssea do acetábulo sobre a cabeça do fêmur. Esse excesso gera compressão do labrum durante determinados movimentos.

Tipo misto

O tipo misto é o mais frequente e combina características de CAME e PINCER. Ou seja, há deformidade tanto no fêmur quanto na bacia.

Identificar corretamente o tipo de IFA é essencial para definir a estratégia terapêutica.

Sintomas: a clássica dor na virilha (Sinal do C)

O principal sintoma do impacto no quadril é a dor profunda na virilha, frequentemente descrita pelo paciente ao posicionar a mão em forma de “C” ao redor do quadril — o chamado “Sinal do C”.

Essa dor tende a piorar:

  • Após permanecer muito tempo sentado
  • Ao entrar ou sair do carro
  • Durante agachamentos ou movimentos de rotação
  • Na prática esportiva

Muitos atletas relatam queda de desempenho e sensação de bloqueio ou travamento do quadril. A dor na virilha atleta é um dos sinais clássicos que devem levantar suspeita de IFA.

Tratamento: da fisioterapia à artroscopia de quadril

O tratamento inicial do IFA pode incluir fisioterapia focada em fortalecimento muscular, melhora da mobilidade e controle da dor. O objetivo é reduzir os sintomas e otimizar a biomecânica do movimento.

No entanto, é importante compreender que a fisioterapia não corrige a deformidade óssea. Quando há persistência dos sintomas ou lesão significativa do labrum, a artroscopia de quadril pode ser indicada.

A artroscopia é uma cirurgia minimamente invasiva realizada por vídeo, na qual o cirurgião remove o excesso ósseo (CAM ou PINCER), repara o labrum e restaura o espaço adequado da articulação.

Ao corrigir a causa mecânica do impacto, o procedimento ajuda a prevenir o desgaste precoce da cartilagem e a progressão para artrose.

Perguntas Frequentes

Depende do grau da lesão e da dor. Atividades de impacto podem acelerar o desgaste da cartilagem se a anatomia não for corrigida.

Existe predisposição genética relacionada ao formato dos ossos. Os sintomas geralmente surgem quando há maior demanda física.

O risco é evoluir para artrose precoce do quadril, podendo levar à necessidade de prótese em idade jovem.

A recuperação envolve uso temporário de muletas e reabilitação progressiva. O retorno ao esporte costuma ocorrer entre 4 e 6 meses.

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