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A necrose da cabeça femoral é uma das principais causas de dor progressiva no quadril em adultos jovens. A necrose óssea, tecnicamente chamada de osteonecrose, ocorre quando o suprimento de sangue para uma área do osso é interrompido. No quadril, essa condição é crítica: sem sangue, o osso do fêmur enfraquece, podendo colapsar e destruir a articulação. Entenda como diagnosticar e tratar precocemente para preservar sua mobilidade.

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O que é Necrose e por que ela afeta o quadril?

A Necrose, uma consequência frequentemente associada a inflamações, processos degenerativos e alterações circulatórias, representa a morte de células nos tecidos do organismo.

Como médico, percebo a importância de os pacientes compreenderem melhor esse fenômeno, que pode indicar desde uma simples lesão até condições mais severas que requerem intervenção imediata.

A necrose pode ser desencadeada por múltiplas causas, sendo a mais comum a redução do suprimento sanguíneo ou a falta de oxigenação adequada.

Toxinas e enzimas liberadas nessas condições contribuem significativamente para a destruição celular. Além disso, diversos agentes podem estar envolvidos neste processo, incluindo:

  • Agentes físicos: traumas, variações extremas de temperatura, radiação e choques elétricos.
  • Agentes químicos: substâncias tóxicas como formol e fenol.
  • Agentes biológicos: infecções que podem gerar necrose em órgãos específicos.

Apesar dessas classificações gerais (necrose caseosa, por liquefação, entre outras), quando falamos em necrose no quadril, estamos nos referindo principalmente à osteonecrose da cabeça femoral.

Essa condição ocorre quando o sangue deixa de chegar adequadamente à cabeça do fêmur — parte esférica do osso que se articula com a bacia. Sem irrigação, o osso enfraquece, podendo sofrer colapso estrutural. Como consequência, a cartilagem perde sustentação e inicia-se um processo de desgaste progressivo, evoluindo para artrose.

A dor no quadril causada por necrose é um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

Causas e fatores de risco da osteonecrose

Esta doença ocorre quando não há suprimento de sangue para o osso ou quando este é insuficiente.

Nos quadris, comumente a cabeça do fêmur é a mais afetada, acometendo os dois lados do quadril.

Este é o quadro clínico da osteonecrose.

Com o tempo, a cabeça do fêmur pode iniciar um processo de necrose, causando o colapso da cabeça femoral.

A cartilagem articular que está apoiada sobre este osso perde sua sustentação e inicia um processo de degeneração, caracterizando um quadro de artrose.

A doença além de gerar dor intensa, pode ocasionar a perda da função do quadril.

Existem casos em que a doença pode se manter estacionada ou ter evolução lenta. Já em outros, há forte dor na região da virilha, com irradiação para a parte interna da coxa e joelho, além de limitação de movimentos.

A osteonecrose do quadril afeta principalmente adultos entre 20 e 50 anos, sendo mais comum em homens. Entre 60% e 80% dos pacientes podem apresentar comprometimento bilateral.

Entre as principais causas da necrose da cabeça do fêmur, destacam-se:

  1. Uso prolongado de corticoides (como prednisona)
  2. Consumo excessivo de álcool
  3. Traumas e fraturas do quadril
  4. Doenças como anemia falciforme, diabetes e gota

Esses fatores alteram a circulação sanguínea local, levando à morte óssea progressiva.

Sintomas: como identificar a dor da necrose no fêmur?

A principal queixa é a dor no quadril, especialmente na região da virilha — a chamada “dobra da perna”.

Essa dor piora ao caminhar, subir escadas ou apoiar o peso do corpo na perna afetada. Em fases mais avançadas, pode ocorrer dor mesmo em repouso.

Outro sintoma frequente é a dificuldade de girar a perna para dentro ou para fora. Atividades simples, como calçar meias ou amarrar sapatos, tornam-se desafiadoras.

Se houver dor persistente na virilha, é fundamental investigar.

Diagnóstico: a importância da ressonância magnética

O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento da necrose.

Nos estágios iniciais, o raio-X pode estar normal. Por isso, a Ressonância Magnética é considerada o exame padrão-ouro. Ela detecta alterações precoces, como edema ósseo e áreas de sofrimento vascular, antes mesmo do colapso da cabeça femoral.

Identificar a doença antes da deformidade é a única chance real de preservar o quadril natural.

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Opções de tratamento: da preservação à prótese de quadril

O tratamento da necrose depende do estágio da doença.

1. Tratamento conservador

Em fases iniciais, pode-se indicar medicamentos, controle da carga (uso de bengala ou muletas) e acompanhamento periódico. O objetivo é tentar estabilizar o quadro.

2. Descompressão medular

Procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual se realiza uma perfuração controlada no osso para aliviar a pressão interna e estimular nova circulação sanguínea. É mais eficaz quando feito precocemente.

3. Artroplastia (prótese de quadril)

Quando já houve colapso da cabeça do fêmur e deformidade articular, a solução definitiva é a prótese de quadril. A cirurgia substitui a articulação danificada, elimina a dor e devolve a função.

Perguntas Frequentes

O tratamento busca interromper a progressão. Se diagnosticada cedo, a descompressão pode preservar o osso. Em casos avançados, a prótese elimina a dor e restaura a função.

Atividades de impacto, como corrida e saltos, devem ser evitadas. Natação e bicicleta leve podem ser permitidas com orientação médica.

Pode ocorrer de forma bilateral, especialmente em pacientes que usam corticoides. Por isso, é importante monitorar o quadril aparentemente saudável.

Sem tratamento, pode ocorrer colapso total da cabeça do fêmur, levando a artrose severa, encurtamento da perna e dor incapacitante.

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